Juros do cartão de crédito rotativo sobem para 299,8% ao ano

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Os juros do cartão de crédito rotativo subiram em maio e atingiram 299,8% ao ano.

A alta foi de 1,2 ponto percentual em relação a abril, quando estavam em 298,6% ao ano.

Dessa forma, representando a taxa mais alta verificada desde maio do ano passado, quando estava em 302,7%.

Por outro lado, a queda no ano foi de 2,9 pontos percentuais.

Os dados foram divulgados nesta 4ª feira (26.jun.2019) pelo Banco Central.

Ao mesmo tempo, a taxa de juros do rotativo regular – aplicada quando o cliente paga o valor mínimo da fatura – subiu de 242,6% ao ano em maio de 2018 para 279,9%.

A alta foi de 37,3 pontos percentuais no ano.

Já os juros na modalidade não regular – aquela em que o cliente não paga nem o mínimo da fatura – caíram de 345,2% para 314% em 1 ano, recuo de 31,2 pontos percentuais.

As taxas de juros do cartão de crédito parcelado subiram de 165,5% para 174,1% no ano, alta de 8,6 pontos percentuais.

Desde 2017, estão em vigor medidas do Banco Central que buscavam reduzir os juros do rotativo.

Pelas regras, o consumidor só pode pagar o percentual mínimo na fatura por 1 mês.

Passado esse período, precisa quitar a dívida ou parcelá-la por meio de outra linha de crédito, mais barata.

Dessa forma, as taxas de juros no país continuam elevadas para o cenário no qual a Selic, a taxa básica de juros da economia, está na sua mínima histórica, de 6,5% ao ano.

CHEQUE ESPECIAL TAMBÉM SOBE 

Ao mesmo tempo, a taxa de juros do cheque especial ficou em 320,9% ao ano em maio.

Houve queda de 2,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, quando estava em 323,3% ao ano.

Em 12 meses, a taxa subiu 9 pontos percentuais.

Assim, essa é, hoje, a modalidade de crédito mais cara do mercado para a pessoa física.

Desde julho de 2017, os bancos estão obrigados a oferecer uma linha de crédito mais barata para os clientes quitarem as dívidas do cheque especial.

Nesse ínterim, a expectativa era que a medida, anunciada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), ajudasse a reduzir o custo do crédito no país.

CRÉDITO PESSOAL

Nas operações de crédito pessoal, a taxa de juros ficou em 44,4% ao ano em maio.

Enfim, uma ligeira alta em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando estava em 44,2%.

No crédito pessoal não consignado, houve alta de 114,7% para 120,1% na comparação anual.

Já no consignado – no qual há desconto direto no contracheque –, houve queda de 25,4% para 23,2%.

PORTABILIDADE DE CRÉDITO

Num cenário de altas taxas de juros encontradas no mercado, uma boa solução pode ser a portabilidade de crédito.

Em síntese, um financiamento pode ser renegociado a juros mais baixos em outra instituição financeira.

Uma matéria a respeito dessa modalidade pode ser encontrada no nosso site.

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